Adicionar pitadas de sarcasmo em tudo que diz é um bom jeito de ser Ogro.

24 de dez. de 2009

Sem fim.

No alto do meu ódio e raiva de mim mesmo, resolvi escrever algumas linhas para aliviar a raiva que sinto da minha incapacidade de manter um relacionamento.

Inclusive, ódio tal! que me corroe, e gera mais (e mais) ódio.
Ódio?, não. Uma raiva constante e inconsistente (por que se fosse consistente eu já teria arrancado à pancadas).

Me sinto triste 10 horas por dia (levando em consideração que durmo pelo menos 8, me sobram alguns bons momentos de distração).
O que me dói mais é saber que tudo já estava tomando seu lugar, e estava mesmo. Estava tomando lugar a indolência, a solidão, E (um grande, sublinhado, paltado e circulado "E") minha falta de senso.
Poxa, não me passou nada na cabeça na hora.

Eu perdi o costume de ser nescessário. E já havia perdido esse costume.
Por isso, fui incapaz de fazer aquilo que não era menos do minha função: ser util.

Ah, dane-se o ódio e a raiva. Há algo crescendo de forma aterradora, há um vazio assombroso tomando conta de tudo que havia antes... lá, no porão.

Desculpe por ter errado. Desculpe-me mesmo.

Mas é dificil, saber que cada partida só tornará tudo mais complicado. E se amor fosse pra ser complicado não teria apenas 4 letras.

Desabafos não funcionam. (acredite)
Medidas necessarias funcionam. (quando você as toma)

Me sinto terrivelmente mandado de volta à mim mesmo. Sozinho dessa vez.
Sempre que for comprimentar alguem faça isso sorrindo.
Além de passar uma boa impressão, você se torna uma pessoa cada vez mais neutra.